um novo estado…

…de espírito todos os dias (ou só de vez em quando para não cansar)

Zero Dark Thirty

Kathryn Bigelow e James Cameron… Hummm… Não! Kathryn Bigelow e Ridley Scott… Hummm… Sim, muito mais lógico! E claro que estou aqui apenas a imaginar uma parceria profissional e não transformada em cupido. Se Bigelow e Scott trabalhassem juntos num projecto, esse só poderia ter um nome: BLAST! PUM! E certamente ganharia todos os prémios cinematográficos desse ano.

Ridley Scott é dos meus realizadores preferidos e para tal bastam-me 3 ou 4 filmes dele. Kathryn Bigelow só soube que existia há 3 anos, quando vi The Hurt Locker. Este ano, e o passado, o seu nome volta a ser ouvido por causa de Zero Dark Thirty. Juntássemos a narrativa política de Black Hawk Down, o (des)fulgor das relações interpessoais de The Hurt Locker e a tenacidade da protagonista de Zero Dark Thirty e teríamos um filme de guerra quase perfeito!

Ora nada disso, obvia e infelizmente, aconteceu em Zero Dark Thirty. Bigelow, que é boa a criar cenários de guerra, deixou o suspense para os últimos 30 minutos em detrimento de uma narrativa que quis mostrar o empenho e obssessão de uma mulher que,  durante 11 ou 12 anos, se dedicou a “caçar” o homem mais procurado do mundo. Cansa tanta informação e contra-informação durante 2h.

zero-dark-thirty-2012-pic05

O jogo psicológico da protagonista é interessante, mas o desempenho não é carismático, excepção feita às cenas com o Secretário de Estado. Nestes casos particulares atribuo a “culpa” ao diálogo de outro jogo, o político, e não propriamente  à performance de Jessica Chastain.

Destaco Jason Clarke, o torturador, e a animada equipa que eliminou o cérebro da Al-Qaeda.

Tal como em The Hurt Locker, este não é um filme com muito sangue. Os 30 minutos da operação propriamente dita, que levaria à morte de Bin Laden, é bastante sóbria, sem grandes dramatismos. Eficaz, fria e fatal, qual veado a comer o verde prado, cuja atenção só é despertada no último momento com o voo de um pardal. Que é como quem diz, mulheres assustadas lançam o alerta para o perigo que entra de armas na mão.

Resumindo? Fascina-me a determinação da agente da CIA que “respirou” mais terrorismo do que oxigénio depois do 11 de Setembro, e em quem a protagonista se baseou para desempenhar o seu papel, mas só acredito na actriz principal na última cena do filme.

Concluindo? Vou voltar a ver… The Hurt Locker!

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This entry was posted on 7 de Março de 2013 by in LerVerOuvir, Ver.

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